Essa era ‘Grande pergunta do mês’ em novembro proposta pelo blog do Learning Circuits (ASTD).
Todos os participantes deveriam responder essa pergunta comentando idéias de como apresentar o potencial das mídias sociais para os profissionais das áreas de treinamento, de conhecimento e de gestão e como apresentar o potencial dessas ferramentas para usuários que nunca experimentaram.
As respostas deveriam ser postadas nos comentários do post ou nos blogs dos próprios leitores. Agora que o mês acabou, dá pra passar lá e conferir todos os comentários e e a lista de links para os posts sobre o assunto.
Conferi alguns dos links e as duas respostas que me chamaram mais atenção foram as dos blogs GoodPractice.com e Kapp Notes. Vou apontar algumas das idéias que mais gostei em cada um.
Owen Ferguson, do GoodPractice.com: Construindo um case para social media
Social media faz as pessoas trabalharem menos - O exemplo que ele dá é classico: Você tem dois funcionários. Um usa social media regularmente e o outro não. Se os dois tem a mesma produtividade, o problema está com aquele que alcança as expextativas de produtividade enquanto permanece engajado na rede social ou com o funcionário que só consegue produzir o esperado se ficar concentrado somente nas tarefas, sem aprender nada novo no processo?
Não há interesse da empresa - Ele separou em 4 causas:
Explicar aos usuários como um fórum funciona antes de iniciar o projeto também ajuda no engajamento.
Social media como ferramenta de aprendizagem - “Mídias sociais já são usadas como ferramentas de aprendizagem, afinal, telefone e e-mail nada mais são do que ferramentas sociais primitivas.” Gostei muito dessa consideração. Pra finalizar esse coloca que a questão não está em mostrar o valor das mídias sociais para a aprendizagem e sim em fazer o bendito do business case, e fazê-lo como se deve. Já falei várias vezes aqui no blog sobre a dificuldade que as áreas de RH tem em se conformar que são parte do negócio da empresa e “negócios são negócios”: Se você precisa que alguém te dê dinheiro, vai ter que provar com números e índices que aquilo vale a pena e vai trazer economia/lucro.
As dicas dele para fazer esse business case são:
Pra encerrar, ele colou essa apresentação que eu achei fantástica:
Para Ferguson, o principal ponto do case é: Social media vai te ajudar a instrumentalizar formas mais efetivas de aprendizagem, diminuir o tempo que as pessoas passam dentro das sala de treinamento e, logo, economizar dinheiro e tempo. O que mais os seus executivos precisam ouvir?
Karl Kapp, do Kapp Notes: Vendendo social media para aprendizagem
Aponte uma necessidade do negócio: De novo o que comentei - negócios são negócios. Tire o foco da tecnologia em si e aponte como a tecnologia vai te ajudar a alcançar as metas da empresa: recolher informações para alimentar as táticas de vendas, compartilhar o conhecimento globalmente… Quais são as necessidades do seu negócio?
Considere a cultura organizacional: A cultura tem mais influência sobre os hábitos de compartilhamento de informação do que tecnologia em si. Se as pessoas sentirem que vão perder o seu valor ou se meter em encrencas por compartilhar informações, não tem social media que resolva o problema.
Mostre casos de suscesso: Ele indicou o Pfizerpedia (da Pfizer) e o Intellipedia (da US Intelligence). Aqui também tem outros casos. Escolha o que tem mais a ver com a sua empresa.
Renomeie: Ele sugeriu “Knowledge Media”. Qualquer nome que não remeta aos termos utilizados para definir o Orkut, Facebook ou Twitter vai ajudar as pessoas a pensar mais abertamente.
Siga o processo de “Difusão de Inovação”: Kapp sugeriu a leitura do livro de Everett M. Roger, que fala sobre como “vender” uma tecnologia de forma atrativa para os usuários. Saiba mais sobre o livro aqui.
Aprenda com as lições aprendidas pelos outros: Kapp tem um post sobre isso também.
Posicione mídia social diferente de como ela é vendida normalmente: Estamos falando de empresas aqui. Ressaltar interações sociais e auto-expressão não vai emplacar seu projeto. Aponte como tornar isso uma ferramenta de produtivdade.
Oriente os usuários: Não conte com a intuitividade da ferramenta, boa parte das pessoas vão precisar ser instruídas formalmente.
Garanta que os stakeholders entendam as aplicações da tecnologia para benefício do negócio: Achei esse ponto meio redundante, mas ok, a missão é árdua (mas perfeitamente possível).
Não faça estrondo, simplemente comece: “As vezes é mais fácil pedir desculpas do que implorar por permissão”. Simplesmente comece, sem fazer alarde sobre quão ’social media’ é a iniciativa. Faça dela simplesmente a ‘nova iniciativa’.
Um dos links indicados no post é o do case escrito pela Pfizer sobre o projeto deles, que começou com um blog, ganhou um wiki e hoje tem planos para um ‘Facebook corporativo’.












