Confesso que sou uma pessoa um pouco descrente.
Cheguei ao Barcamp com as expectativas baixas. Isso foi bom, porque me deixei surpreender.
Depois da apresentação inicial, feita por André Avorio, foi hora de “ver no que vai dar”. As pessoas foram chegando, sugerindo temas, se organizando nas salas.
Arrisquei Web 2.0. Nas apresentações, algumas surpresas, links ganham rostos: Daniel Medeiros (Digital Minds, Wasabi), Felipe Fonseca (Meta Reciclagem), Rec6/Via6, Sergio Lima .
Muito se falou sobre modelos de negócios 2.0, o que me frustrou um pouco. Alguns comentários sobre geração de conteúdo pelo usuários, mas nada sobre como aproveitar a “sabedoria das massas” para resgatar conteúdo relevante no meio do caos da internet.
Na parte da tarde, fui cooptada pelas cores do laptop $100 que estava nas mãos do professor Sérgio Amadeu. Não me aguentei: só sosseguei depois de brincar um pouquinho! Na discussão, tentei esclarecer algumas das minhas dúvidas. Será proposta uma metodologia? Os professores vão receber que tipo de instrução? As crianças vão usá-lo somente na sala de aula?
Pelo que entendi, ninguém sabe com exatidão quais são os planos, mas as respostas que recebi foram melhores do esperava (lembrando, eu sou uma pessoa que sempre espera pelo pior): 1. Ainda não há uma metodologia e talvez não venha a existir. Acho isso bom e ruim. Bom, porque um livrinho de instruções pode levar a sub-utilização. Ruim, porque alguém pode aparecer com uma idéia maluca. 2. Não se sabe ainda o que dizer aos professores. Isso não pode ser bom. 3. Sim, os testes estão sendo feitos dentro da sala de aula, mas a idéia é exatamente o contrário. O que não me esclarece muita coisa.
Gostaria de ter ficado mais, mas outros compromissos me chamaram e acabei participando de somente mais uma conversa: Folksonomy.
Acho que este foi o mais produtivo pra mim, que quero acreditar que esta é uma boa estratégia de gestão do conhecimento para resgatar informações relevantes do caos das intranets corporativas. Por lá estavam Luiz Algarra, Weno, Kazi, Jeff Paiva. Foi bem produtivo.
Ouvi uma idéia muito boa: como critério de relevância na tag cloud, ter período. Isso ajudaria a ver a progressão da relevância de determinados assuntos. Por exemplo, criando uma barra de linha do tempo, ao arrastar o marcador da barra, você veria tags crescendo e diminuindo. Seria uma espécie de Zeitgeist.
UPDATE: O insight foi do Kazi.
Acabei não comparecendo ao segundo dia, mas, havendo um próximo, comparecerei sem dúvidas.
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27 Março, 2007 as 11:48
Ótimo post, as informações sobre a palestra de Folksonomy me ajudaram a me inteirar, já que não participei da mesma.
Abraços
28 Março, 2007 as 0:59
Parece que o segundo dia, na parte da tarde foi melhor…mas fui embora cedo para evitar a muvuca da ponte área no final de domingo…
Realmente ver os rostos e vozes atras das URL é super-legal
PS: Dá uma olhada lá no meiotbit.com o sucesso da sua camisa
[]’s
28 Março, 2007 as 22:54
Gostei de ver você debatendo. Fez falta no segundo dia.
=P
5 Abril, 2007 as 14:49
Gostei do evento de modo geral, principalmente da cultura de compartilhamento instaurada no grupo. Para mim também o ponto alto foi o encontro sobre Folksonomia proposto pelo Weno e encampado por um turma boa de conceitos e práticas. As dicas sobre Aprendizagem Informal que você me passou foram preciosas. Espero também ter contribuido de alguma forma com a coisa toda. Tomara que role de novo em breve, não acha?
bjs
L.A.
10 Abril, 2007 as 9:46
Quanto mais breve, melhor.